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Cinema e História: LUTERO EM PLENA LUZ

PERGUNTE e RESPONDEREMOS 527/Maio 2006

Em síntese: O filme sobre Lutero que recentemente circulou pelo Brasil apresentou parcialmente a figura de Lutero. A bem da verdade, faz-se necessário apontar ainda outros traços que constituem a persona­lidade do ex-frade. Isto é feito nas páginas subseqüentes sem que se queira julgar a consciência de Martinho Lutero.

* * *

O filme sobre Martinho Lutero que recentemente percorreu o Bra­sil, patrocinado pela Organização Luterana Thrivent e peia Federação Luterana-Mundial, apresentou parcialmente a figura do ex-frade; pôs em evidência os dados que podem enaltecer a pessoa do reformador com detrimento e sarcasmo para a Igreja Católica, sem tocar devidamente em outros pontos que completam a figura do personagem. Ora, a bem da verdade, julgamos que é indispensável propor uma visão completa do vulto do reformador para evitar ilusões do grande público.

Este complemento será, a seguir, apresentado sem que se queira julgar a consciência de Lutero. É sempre lícito, e por vezes necessário, apresentar a verdade inteira.

As referências a Lutero serão colhidas num comunicado devido a Marcos Libório [1] via internet, na base de ampla bibliografia, que vai aqui indicada:

(Beer): 30 Giorni Ano VII, fev. 1992, pág. 54. entrevista “Lutero? Delírio Maniqueísta”

(Bossuet): Bossuet, Jacques Bénigne, Histoire des variations des églises protestantes, Chez de la veuve de Sebastien Mabre-Cramoisy, Imprimeurdu Roy, Paris, 1688.

(Brentano): Funck-Brentano, Martin Lutero, Casa Editora Vecchi, 1956, 2a ed.

(Emme): 30 Giorni Ano VII, fev. 1992, pág. 62, artigo “Não foi um Relâmpago”.

(Franca, CP): Franca, Leonel, S.J. Catolicismo e Protestantis­mo, Ed. Agir, 1952, 2a ed.

(Franca, IRC): Franca, Leonel, S.J. A Igreja, a reforma e a civili­zação, Ed. Agir, 1952, 6a ed.

(Franca, PB): Franca, Leonel, S.J. O Protestantismo no Brasil, Ed. Agir, 1952, 3a ed.

(Franca, PI): Franca, Leonel, S.J. Polêmicas, Ed. Agir, 1953 (Fedeli): Fedeli, Orlando, Nos labirintos de ECO, Ed. Veritas, 2005

(Fedeli, Jf): Fedeli, Orlando, Joaquim de Fiore, Mestre Eckhart e Guilherme de Ockham in http://www.montfort.org.br/index.php?secao= cartas&subsecao=filosofia&artigo=20040814234709&lang=bra (on-line)

1. Autoafirmação

Não há dúvida, Lutero foi profundamente religioso, mas de uma religiosidade que podia ter notas doentias ou obsessivas, como se depreende da autoconsciência que Lutero tinha de sua pretensa indefectível sabedoria:

“Através de mim Cristo começou Sua revelação sobre as abomi­nações no lugar santo”.

E ainda:

“Estou certo de que meus dogmas vêm do céu” (Grisar: 261).

Vemos também sua soberba em confissões como esta:

“Muito embora a Igreja, Agostinho e os outros doutores, Pedro e Apolo e até um anjo do céu ensinem o contrário, minha doutrina é tal que só ela engrandece a graça e a glória de Deus e condena a justiça de todos os homens na sua sabedoria” (Weimar, XL, 1 Abt, 132; apud Franca, IRC: 179).

Lutero tinha sua doutrina em tão doentia estima que chegou a dizer que era a expressão máxima da verdade, mesmo “(…) se Deus ou Cris­to anunciarem o contrário” (sic!) (Grisar: 497).

E, se sua doutrina era tão sublime, evidentemente o monge rebel­de não podia tolerar concorrência, embora empunhasse continuamente o estandarte de libertador:

“Ninguém deve erguer-se contra mim. (Propôs de table, n. 1484) (…) “Cada um deve andar no freio”, para retomar precisamente sua expressão, freio, cujas rédeas estão, naturalmente, em suas mãos” (Brentano: 132).

Quanto às críticas à sua tradução da Bíblia, Lutero reagia, nestes termos:

“Pela Graça de Deus, considero-me mais sábio do que todas as vossas universidades com seus sofistas” (Brentano: 180).

Lutero lançou mão mesmo de lendas para atacar a Igreja:

“Lutero era inventivo na promoção de sua causa. Em sua avidez de lucrar o que parecesse servir aos seus fins, Lutero ao final de 1520 fez uso de uma notória fábula atribuída ao bispo Ulrich de Augsburg, publi­cando-a [a fábula] em Wittemberg com seu prefácio. Essa publicação pretendia ser uma efetiva arma contra o celibato dos padres e religiosos. Nessa carta o santo bispo é representado narrando como cerca de 3000 (de acordo com outros, 6000) cabeças de crianças foram descobertas num reservatório de água do convento de freiras de São Gregório em Roma. (…) (Jerome) Emser desafiou Lutero a publicar essa questionável carta, e ele respondeu que não confiava muito nela. (sic!) Todavia, graças a seu patrocínio, a fábula pôde continuar sua destruidora carreira e foi zelosamente explorada” (Grisar: 177) [2].

2. Conduta moral

Em Julho de 1521, portanto quando estava no castelo de Wartburg, Lutero escrevia a Melanchthon:

” Eis que, eu rezo muito pouco… Por uma semana inteira eu nem escrevi, nem rezei nem estudei, atormentado em parte pelas tentações da carne, parte por outro problema [constipação]. Reze por mim, pois na solidão estou afundando no pecado. (…) Eu queimo nas chamas de minha carne insubmissa; em resumo, eu deveria estar ardente no espíri­to, pelo contrário eu ardo na carne, no desejo, na preguiça, na deso­cupação e na indolência, (…) Eu sou severamente experimentado pelo pecado e pelas tentações (…)” (Grisar 199).

Lutero dizia o mesmo a Staupitz dois anos antes (Grisar: 199).

“À sua Catarina escrevia em 1540: Vou comendo como um boêmio e bebendo como um alemão, louvado seja Deus!’” (Franca, IRC: 186).

E em 1534 havia escrito:

“Ontem aqui bebi mal e depois fui obrigado a cantar; bebi mal e sinto-o muito. Como quisera haver bebido bem ao pensar que bom vinho e que boa cerveja tenho em casa, e mais uma bela mulher… Bem farias em mandar-me daí toda a adega bem provida do meu vinho e, o mais freqüentemente que puderes, um barril de tua cerveja” (Franca, IRC: 186).

Mas não pára por aí. Mandava dizer de Wartburg (1541): “Aquipasso todo o dia no ócio e na embriaguez”. Em Erfurt, por 1522, Melanchthon relata que Lutero não fez senão “beber e gritar, como de costume.”  (Fran­ca, IRC: 186)

Em 1531 o rebelde reclama a Wenceslau Link:

“A dor de cabeça, contraída em Coburgo por causa do vinho velho, ainda não foi debelada pela cerveja de Wittemberga” (Franca, IRC: 187)

Na mesma linha da decadência moral, Lutero encaixa então seu sistema teológico. Veja-se como ele aconselha o atribulado Jerome Weller em termos estarrecedores:

“Quando te vexar o diabo com estes pensamentos, palestra com os amigos, bebe mais largamente, joga, brinca ou ocupa-te em alguma coisa. De quando em quando se deve beber com mais abundância, jogar, divertir-se e mesmo fazer algum pecado em ódio e acinte ao diabo para não lhe darmos azo de perturbar a consciência com ninharias… Quando te disser o diabo: não bebas, responde-lhe: Por isso mesmo que me proíbes hei de beber e em nome de J.C. beberei mais copiosamente… Porque pensas que eu bebo, assim com mais largueza, cavaqueio com mais liber­dade e banqueteio-me com mais freqüência, senão para vexar e ridiculari­zar o demônio que me quer vexar e ridicularizar?… Todo o decálogo se nos deve apagar dos olhos e da alma, a nós tão perseguidos e molesta­dos pelo diabo”. (De Wette, IV. 213, apud Franca, IRC: 187).

Cristo havia mandado o jovem rico guardar os mandamentos. Lutero mandou seu discípulo apagar os mandamentos dos olhos e da alma! E como conseqüência do princípio luterano, o rebelde escreve ao então escrupuloso Melanchthon em 1521:

“Sê um pecador, e peca fortemente, mas crê ainda mais firme­mente (Esto peccator et pecca fortiter, sed fortius fide)” (Grisar: 206).

Peca fortemente! Sabendo que Cristo te perdoará!

3. Bigamia

O Príncipe Filipe von Hesse vivia em adultério e pecado público. De acordo com a sua própria confissão, ele não observava a fidelidade conjugal nem por três semanas consecutivas (Grisar 328).

Pediu a anuência dos reformadores para a solução que ele imagi­nou para seu problema de infidelidade: a bigamia! E, bem informado que estava, irá recorrer ao conselho que o próprio Lutero havia dado ao rei da Inglaterra, Henrique VIII, quando este também precisava de se livrar de um incômodo casamento: “Em um juízo sobre a possibilidade de divorci­ar de Catarina de Aragão, a esposa legítima do rei, que Lutero enviou em 3 de Setembro de 1531, ele aberta e candidamente pronunciou ser indissolúvel o casamento do Rei, mas, para satisfazer o Rei, desde que, com a permissão da Rainha, ele podia “casar-se com mais uma rainha, conforme o exemplo dos antigos, que tiveram muitas esposas” (Grisar: 414).

Eis a utilidade da Bíblia para os pseudo-reformadores … Deus to­lerou o desvio dos antigos. Tolerou, por causa da dureza dos corações dos judeus! Nunca o permitiu e muito menos incentivou.

Melanchthon confirmará o parecer de Lutero no mês seguinte: “O Rei pode, em boa consciência (tutissimum est regi), tomar uma segunda esposa, mantendo a primeira” (Grisar: 415).

Como Filipe von Hesse conhecia o precedente, sabia até onde avan­çar… E sabia também quão valioso era para a Reforma: caso os reformadores recusassem seu pedido, von Hesse ameaçava apelar ao imperador, o que poderia ser desastroso para o novo culto, pois von Hesse era o sustentáculo militar da liga luterana. E seus vastos territórios, convertidos à nova confissão a força, eram valiosos demais para Lutero.

Dados tantos bons motivos, a bigamia foi aprovada por Lutero e outros teólogos.

E a cerimônia se realizou secretamente, inclusive com a presença de Melanchthon. E o oficiante de tal escândalo? “Celebrou-o (…) o predicante da corte, Dyonisíu Mélandro, outro frade reformado, que já estava valorosamente na sua terceira mulher, vivas ainda as duas pri­meiras” (Franca, PB: 309).

Os luteranos tentarão minimizar o episódio, dizendo que era um caso concreto, com mil complicadores. Falso! Lutero defendia a bigamia como legítima a priori: “Confesso, escrevia ele em 1524, que não posso proibir tenha alguém muitas esposas; não repugna às Escrituras (sic !); não quisera porém ser o primeiro a introduzir este exemplo entre cris­tãos” (De Wette, 11.259, apud Franca, PB: 19-20).

Acabou sendo o primeiro… Quando a escandalosa bigamia amea­çou tornar-se pública, Lutero declarou-se abertamente pela negação do conselho que dera, pois seria um escândalo muito grande à sua igreja (sic!). Foi então que pronunciou sua famosa apologia da mentira conve­niente, na reunião de teólogos em Eisenach: “Que mal pode causar se um homem diz uma boa e grossa mentira por uma causa meritória e para o bem da Igreja (luterana)” (Grisar: 522).

E alguns dias depois, ajuntou: “Mentir em caso de necessidade, ou por conveniência, ou para excusar-se, não ofenderá a Deus, que estará pronto para tomar sobre si tais mentiras” (Grisar, 522).

Após a descoberta de sua bigamia, Filipe de Hesse ficou liquidado, por causa das penalidades impostas pelo Império, que foram brandas em se considerando que o crime merecia a pena de morte. Von Hesse acabou saindo da Liga de Schmalkalde, o que provocará seu declínio irreversível. (Grisar: 454)

Mas por onde passa o boi, passa a boiada. Apoiados no exemplo de von Hesse, vários soberanos alemães entraram pelo caminho anticristão da bigamia, como Jorge IV da Saxônia, Frederico Guilher­me Il da Prússia, Eberardo Luís de Wittenberg, Carlos Luís do Palatinado e ainda o rei da Dinamarca Frederico IV. (Franca, PB: 312)

Lutero escreveu um tratado sobre o tema, onde admite o divórcio e o re-casamento em certas circunstâncias, bem como sugere que o mari­do possa ter relações extraconjugais (sic!): “Lutero diz que, se a esposa recusa a servir o debitum (ato conjugal) sem razão, o marido pode usar uma linguagem ameaçadora para obriga-la: ‘Se você se recusa, há uma outra disposta’; se a esposa se recusar, então deixe vir a serva” (Grisar: 258-259). A escandalosa expressão parece ser um ditado popular na época, “significando a relação conjugal fora do casamento”. (Grisar: 259)

O duque Georg da Saxônia protestou violentamente contra esses absurdos de Lutero, mas a Alemanha parecia estar cega. Não foi coinci­dência a degradação moral que se seguiu à Reforma.

E a imagem de um lar verdadeiramente cristão não é exatamente aplicável a Lutero, como se vê no seguinte diálogo entre ele e Catarina: “Lutero a importunava (a Catarina): – Não tardará o momento em que um homem poderá casar-se com várias mulheres. – Pensamento do diabo! – E com justa razão, Kate, pois uma mulher não pode ter mais do que um filho por ano, ao passo que um homem pode arranjar vários. -São Paulo disse: ‘Que cada um tenha sua própria esposa’. – Sim, ‘sua própria esposa’; mas não disse ‘uma só esposa’. Catarina explodiu: -Antes de suportar isso, eu os plantaria todos, você e os filhos, e voltaria para o convento. Martim Lutero ria gloriosamente, (sic!) (Propôs de table, n. 1461)” (Brentano: 205)

4. O casamento do ex-frade

Em seu estilo característico, Lutero irá dizer sobre seu casamento: “Eu tornei-me tão baixo e desprezível por este casamento (…) que espero que os anjos rirão de mim e todos os demônios chorarão”. (Grisar: 294)

Surpreendentemente, Lutero escreveu a Spalatin para justificar seu casamento nos seguintes termos: “Eu fechei a boca daqueles que di­famavam a mim e a Catarina de Bora”. (Grisar: 295)

Já o fato de ser Catarina uma ex-freira, egressa de um convento para viver junto com os pseudo-reformadores em Wittemberg, seria es­candaloso. Mas Grisar acrescenta que ela “foi muito ativa no prossegui­mento de sua escolha. Ela desdenhou outras alianças que estavam aber­tas a ela. Sua mente mirava alvos mais elevados. Ou Lutero ou Amsdorf, ela disse, seria seu marido. Ela percebeu como influenciar Lutero com as artimanhas femininas (…)” (Grisar: 294).

Sabemos como Melanchthon criticou o casamento inesperado de Lutero em termos duríssimos, na carta a Camerário. E essa carta, depois censurada, só veio integralmente à luz em 1876. Mais uma mentira… pela causa da igreja luterana! Nessa carta, Melanchthon se queixava nesses termos: “Será para ti uma surpresa saber que em tempos tão calamitosos e no infortúnio de tanta gente de bem, Lutero parece desinte­ressar-se das misérias públicas, mergulhar nos prazeres, rebaixar sua dignidade, justamente no momento em que a Alemanha mais precisa de sua ciência e autoridade. Eis como, a meu ver, a cousa se passou: Lutero era um homem extremamente leviano e as freiras [por ele egressas do convento] que lhe armavam laços com grande astúcia acabaram por fisgá-lo… Espero que a nova existência o tornará mais sério e o fará renunciar às chocarrices que tantas vezes nele censuramos”. (Melanchthon, Briefan Camerarius uberLuthers Heirat vom 16Junii 1525, apud Franca, CP: 131-132).

E, por mais escandaloso que possa parecer, o mosteiro de agostinianos de Wittemberg transformou-se no lar do casal Lutero!

5. Conclusão

Pode-se reconhecer que Lutero foi um homem de zelo religioso, mas é necessário acrescentar que não levou o teor de vida de um santo capaz de encabeçar a renovação da Igreja. Há quem veja nele algo de doentio, que se manifestava por seu linguajar auto-suficiente, sua ten­dência a ver o demônio e o diabólico em casos estranhos a Lutero e especialmente nas Tischreden (Colóquios de Mesa – Propos de Table)…

Todavia as idéias de Lutero fizeram escola por dois principais mo­tivos:

1)  tornaram-se a bandeira do nacionalismo alemão, que Lutero soube sensibilizar habilmente.

Às massas que o seguem, ele se dirige como novo profeta alemão. Em sua Admoestação aos seus queridos alemães (…): “Eu sou, diz-lhes, o profeta dos alemães. É para vós, alemães, que procuro a salva­ção, a santidade… Sou vosso Apóstolo”. (Propos de table, n. 678). Quer fundar uma Igreja alemã (Köstlin Kawerau, I, 552)”. (Brentano: 172-173).

“A Alemanha, diz ele, foi sempre o melhor país, a melhor nação”. (Propos de table, n. 904).

Lutero soube cativar os príncipes fazendo-os espelhar-se nos pa­triarcas do Antigo Testamento, que orientavam todos em seu território. Lutero também apelava à consciência dos príncipes, para que trabalhas­sem diligentemente pela causa do evangelho.

2)  O princípio segundo o qual cada crente pode fazer o livre exame da Bíblia, independentemente de algum magistério, torna o Evangelho luterano muito mais fácil do que o Evangelho católico. Na verdade é mais cômodo ser luterano (protestante) do que ser católico. Daí a ampla propagação do protestantismo; cada crente faz a sua religião, sem Missa dominical, sem confissão sacramental, sem outras obrigações além da quelas que cada um impõe a si mesmo.

O crente que não está contente na sua igreja, tem três opções: ou muda de Igreja ou funda sua Igreja própria ou fica fora da Igreja (somente com a Bíblia nas mãos). Assim Lutero contribuiu fortemente para o esfa­celamento do Cristianismo. – Deus leve em conta sua boa intenção!

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[1] Pós-graduado em Humanas pela FGV; Pesquisador e escritor sobre o tema “Reforma Protestante” há vários anos, em especial à biografia do fundador do protestantismo, Martinho Lutero, segundo alguns de seus autores mais importantes (Pe. Leonel Franca, S.J.;H Grisar; S.J.;H. Denifle, O.P.; J. Jöstlin; Funck-Bretano) e algumas de suas obras mais características (“Conversas à mesa”; “O Servo Arbítrio”; “As Imagens do Papado”).

[2] A prova de que se trata de uma lenda, está em que o mesmo episódio é narrado de forma diferente, incompatível com a versão acima, num panfleto protestante de nossos dias. Veja-se: “O Papa Gregório VIII (1187) ordenou que se esvaziasse um grande aquário num convento de monjas de Roma. Foram ali encontrados aproximadamente seis mil esqueletos de recém-nascidos. Diante desse horror, o papa Gregório VIII aboliu o celibato, mas seus sucessores o reinstituíram.”

A incoerência está em que, no texto acima, é o bispo Ulrich de Augsburgo quem narra a história. Ora Ulrich viveu no século X, ao passo que na outra versão a estória teria ocorrido no século XII.





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