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Riscos da Energia Nuclear

Os desastres naturais registrados no Japão começaram a estender seus efeitos negativos pelo mundo inteiro, de modo especial, pelo lado mais tenebroso, provocado pelo vazamento das instalações nucleares concentradas em Fukushima 1, onde quatro dos seis reatores foram seriamente afetados pelo tsunami verificado após os sucessivos abalos sísmicos. A destruição parcial dessas instalações vem contaminando o meio ambiente ao longo do território do nordeste japonês.

A tragédia do Japão restabeleceu, de imediato, o debate sobre a segurança da energia nuclear, com a necessidade, em caráter de urgência, da fixação de normas rígidas para a indústria nuclear, cuja demanda vem crescendo aceleradamente. A Comissão de Energia Nuclear da União Europeia foi o primeiro organismo a agendar esse debate, enquanto aumentaram as pressões, os protestos e a mobilização da opinião pública contra essa modalidade de energia de risco.

A repercussão maior ocorreu depois da decisão da Alemanha de fechar, temporariamente, as duas usinas mais antigas e reestudar a sobrevida de 15 outras amparadas por recente lei prorrogando seu funcionamento por 12 anos. Na Suíça, o governo suspendeu todas as licenças para a construção de novas instalações, enquanto a Áustria formalizou o pedido de realização, pela União Europeia, de testes de segurança em todos os reatores do continente. Eles estão presentes em 14 dos 27 países do bloco europeu.

Supervisionada pela Agência Internacional de Energia Atômica ( AIEA), a próspera indústria energética nuclear opera, no mundo, pela via de 442 reatores, distribuídos por 29 países, com capacidade instalada de 365.001 megawates. Somente os Estados Unidos da América abrigam 104 reatores. Outras 65 usinas encontram-se em construção. Lá também os ativistas antinucleares reacenderam a mobilização contra seu uso.

No Brasil, enquanto o governo procura concluir a terceira usina instalada em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, as duas primeiras, em operação, contam com duas mil megawattes de potência. Sob o argumento de não haver qualquer motivo para rever seu programa nuclear, a administração federal planeja instalar mais quatro usinas nucleares, até 2030, com 4 mil megawattes, sendo duas no Sudeste e 2 no Nordeste.

Os tremores de terra e as ondas gigantes que ainda hoje estão afetando a vida no Japão acentuaram, entre nós, os debates em torno da viabilidade da energia nuclear, aflorando posições antagônicas.

O primeiro grupo argumenta não haver no País outra saída para atendimento da demanda futura de energia, a não ser a nuclear. E mais: as usinas de Angra dos Reis, do tipo PWR, têm mais sistemas de segurança para a proteção do reator do que as do tipo BWR instaladas no Japão.

O grupo antagônico defende investimentos em novas hidrelétricas, biomassa e na energia eólica, por conta da vulnerabilidade do sistema nuclear. O Brasil dispõe de potencial energético para ser explorado, nas próximas décadas, obtendo energia limpa, sem a exposição desnecessária aos efeitos de desastres como o do Japão.





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