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Papa diz que não é possível falar de pobreza e levar vida de faraó

Declaração foi após revelações sobre o esbanjamento de alguns cardeais.
Francisco deu entrevista a jornal holandês.

O Papa Francisco advertiu em uma entrevista publicada nesta sexta-feira (6) que não se pode falar de pobreza e depois levar “uma vida de faraó”, após as revelações sobre o esbanjamento de alguns cardeais no escândalo conhecido como o Vatileaks 2.

Dois livros publicados na quinta-feira (5) em várias línguas revelaram, graças a documentos confidenciais, a gestão calamitosa das finanças vaticanas e o esbanjamento de alguns religiosos, instalados em apartamentos luxuosos.

O papa prometeu recentemente a um de seus auxiliares, citado na edição desta sexta-feira do jornal italiano La Stampa, que a gestão do patrimônio imobiliário da Igreja “vai mudar”.

No entanto, advertiu Francisco ao jornal Straatnieuws, a Igreja não poderá abrir mão da maior parte de seu rico patrimônio imobiliário, que serve para apoiar as obras de caridade, nem de seus tesouros artísticos, que pertencem à “humanidade”.

“Se amanhã eu dissesse que iríamos leiloar a Pietà de Michelangelo, não seria possível. Porque não pertence à Igreja. Está em uma igreja, mas pertence à humanidade. E isto vale para todos os tesouros da Igreja”, explicou.

Começamos a vender os presentes e outras coisas que me dão“, recordou o papa, que acaba de entregar quase 40 destes presentes por ocasião de um evento de caridade. Entre as peças estão um carro Lancia, e um Rolex.

Em um tom mais mais leve, Francisco contou ao Straatnieuws que quando tinha quatro anos queria ser açougueiro e que não era muito bom no futebol com seus amigos em Buenos Aires.

“Eu era pequeno, tinha quatro anos e uma vez me perguntaram ‘o que você gostaria de ser quando crescer?’. Eu disse: ‘açougueiro!’, como o do mercado em que eu fazia compras com a minha mãe e avó”, contou.

No futebol, revela, “os que jogavam como eu eram chamados de ‘patadura’, que significa ter dois pés esquerdos. Mas eu jogava e geralmente era goleiro”.

A última semana representou um desafio para o pontificado de Francisco, que teve questionado se teria um pulso firme necessário para enfrentar a corrupção interna da Santa Sé e promover reformas na Igreja católica.

Por: Alex Souza (PASCOM)

Fonte: Da France Presse





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